Trabalho duro e superação levaram Douglas Rodrigues ao terceiro pódio em 7 meses

O que é superação para você? O que é trabalho duro? Quais são as suas dificuldades? Imagine um jovem que levava uma vida como a de tantos outros, fazia faculdade, treinava na academia, tinha um emprego. Porém, vem o destino e muda tudo. Um acidente o deixa tetraplégico e é aí que começa a história de superação. Muitos jovens se deixariam abalar pela situação, aceitariam que as coisas são como são e não existem muitas opções para um tetraplégico. Mas, não foi assim com Douglas.

Douglas encontrou sua verdadeira força nesse momento de dificuldade. Ele não, tudo fica mais difícil, Douglas não se rebelou contra sua condição ele aceitou e foi em frente, encontrou sua nova paixão no Paraciclismo. Porém, tinha um empecilho sua handbike era mais pesada que a dos demais adversários pesava cerca de 28 kg e isso estava lhe prejudicando nas provas.

Depois de 7 meses, com muito trabalho duro e dedicação e agora com um handbike de carbono de 14 kg Douglas se consagra no 4° lugar no ranking geral da Confederação Brasileira de Paraciclismo, ressaltando o fato de que o paratleta só participou de duas etapas das quatro que ocorreram no ano de 2016.

Na última etapa de 2016 que ocorreu em Aracaju – SE, entre os dias 25 e 27 de novembro, Douglas conquistou 2 pódios na categoria H1 de handbike. Um 3° lugar na prova de estrada onde largavam todos os atletas da classe H1 ao mesmo tempo e mais um 3° lugar na prova CRI, uma prova contra o relógio onde larga um piloto a cada 1 minuto e quem fizer o melhor tempo ganha.

Em seu perfil no Facebook Douglas disse: “Duas provas extremamente difíceis. Onde na primeira prova fiquei 3 segundos atrás do segundo lugar e hoje 5 segundos atrás dele.
A prova de velocidade foi emocionante demais. Disputamos cada metro e cada segundo atacando e sendo atacado do início ao fim.

Terminando o ano em 4° lugar no Ranking geral da Confederação Brasileira de Paraciclismo onde participei somente de duas etapas das quatro que ocorreram no ano de 2016.

Estou muito feliz com a minha evolução, me dediquei muito no ano.
Foi sofrido, cansativo e desafiador.

Quero poder agradecer muito o meu pai Carlos Rodrigues por estar comigo sem cansar e disposto a tudo para que eu não chegue sozinho em lugar algum. E quero agradecer demais a minha Caroline por sempre me apoiar, torcer e por nunca me negar ajuda, acordando de madrugada para que eu possa realizar meus treinos e seguir com o meu sonho. Essa conquista é nossa!

Patrocinadores e apoiadores…
Sem vocês seria impossível chegar até aqui. Gratidão! ”

Sem dúvida alguma o paratleta será motivo de orgulho e inspiração para centenas de pessoas. O que resta agora é esperar pelas próximas competições que virão em 2017 e ficar na torcida para que nosso paratleta suba cada vez mais alto no pódio.